sketchbook therapy

the every day experience on drawing for an healthy life

::not papers (pt)::

2016::FEB::4
O urban sketching relacionado com diários gráficos, tem uma ligação seminal com a paisagem urbana. O gosto, interesse, investigação, ou qual fosse a motivação para o “amor em desenhar as cidades”, tal como Gabriel Campanario disse, considera que a urbanidade tem algum potencial desenhativo.
Numa percepção rápida pelos blogues associados aos Urban Sketchers, é fácil depreender que a tradução mais comum e directa que existe em registar a urbanidade, prende-se com a criação de desenhos arquitectónicos. Sejam casas, prédios, lojas ou pontes, ruas, estradas ou vias rápidas, jardins, praças ou becos, carros, motas ou bicicletas, esplanadas com conhecidos ou anónimos, qualquer coisa que descreva o cosmopolitismo citadino.
A urbanidade presente no diário gráfico, é assim sinónimo de representação da cidade e das suas qualidades objectivas. Formas cores, texturas, tamanhos, proporções, planos, etc, elencam a criação de imagens que registam essas formas tipificadas, que constituem uma cidade e as pessoas que nela vivem.
O ponto 4 do manifesto dos Urban Sketchers, é claro quando afirma “somos fieis às cenas que presenciamos”, orientando assim, um desenho comprometido com a percepção do olhar de um determinado tempo e espaço. Ser fiel a uma cena, coloca o seu observador como uma testemunha dela. Se esse observador criar um desenho respeitando esta atitude, propõe-se a colocar no caderno a impressão sensorial criada pela cena. Um desenho que responda a esta objectividade concorre ou alia-se, à linguagem jornalística, onde a carga informativa referencial dos factos apenas tem por objectivo, a reprodução do real. Um desenho como um depoimento, ou testemunho, um “desenho verdade” que sirva de prova factual de uma realidade existente ou acontecida.
Associaríamos assim o urban sketching, como a atitude desenhativa de um tempo e espaço, que orienta o observador do desenho para a reprodução do referente, através da cópia fiel da impressão. No entanto, esta posição leva-nos para a construção da memória e não da imaginação. Por esta lógica de ideias, como é possível a produção de um imaginário nos desenhos de um diário gráfico?
Creio, que grande parte do urban sketching está mais preocupado com o “como dizer” e não tanto com o “que dizer”. O carácter informativo e/ou denotativo do desenho, é ultrapassado pelo carácter comunicativo e/ou conotativo. Quero dizer que, enquanto que a informação preocupa-se com o “dizer”, a comunicação preocupa-se com o “modo de dizer”, ou seja, o “como” sobrepõe-se em importância ao “quê”, resultado da carga subjectiva e relativa que o sujeito coloca na sua (própria) construção (do desenho). Ultrapassar o referente pela impressão de um desenho fiel à cena é o desafio que se coloca ao observador.
A produção do imaginário necessita que “algo” tome o lugar de outra coisa. O método para tal, implica a produção de símbolos pelo observador. Por este modo, o sujeito aumenta uma realidade empírica, para uma virtualidade imaginativa substituindo o referente por um significado, através da representação à sua frente. Os símbolos, ao terem uma relação de terceiridade situam-se sobre o pensamento e portanto são representações compostas de significados. Sendo que os significados pertencem ao sujeito e não aos objectos, abre-se a porta para uma “realidade” mental (representação simbólica) que origina imagens que expressam a sua relação (do sujeito) de alteridade com o mundo.
Conseguir imaginar a partir de desenhos num diário gráfico, assume o sujeito no centro do fenómeno e não o objecto. Ao contrário da atitude de consciencializar uma memória, que coloca o objecto como centralidade, a imaginação parte do sujeito, pois é a predisposição da mente para atingir algo que não viu antes, que o faz ultrapassar o referente. A imaginação é um acto de expressão e não de impressão.
O meio para tal, situa-se na consciência da plasticidade das formas. É por este modo que o “como dizer” ultrapassa o “que dizer”, dando ao desenho uma dimensão simbólica e como tal, potenciador da imaginação. Para o desenhador, é uma tarefa de exploração. Para o observador, torna-se num acto contemplativo. Numa primeira fase, a reflexão sobre a impressão das formas, levam o desenhador a construir uma composição plástica idiossincrática. Numa segunda fase, a reconstrução do sentido espontâneo do acto criativo pelo observador, leva-o a afastar-se do referente e a centrar-se nos significados simbolizados pelas opções plásticas.
Quem activa o conhecimento para o comando do pensamento, só encontrará factos informativos nos desenhos em cadernos e por isso apenas conseguirá consciencializar uma peça jornalística, uma memória. Só quando a contemplação toma o comando do pensamento conseguimos a produção de um imaginário. Portanto, só quando o sentido de “construção” poética ultrapassa o sentido de “registo” factual, se pode associar o desenho em diário gráfico, à construção de um imaginário.
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2015::NOV::26
Há uma tese que afirma o seguinte: o diário gráfico é um espelho do quotidiano. No entanto, a sua antítese também é verdadeira: o diário gráfico não é um espelho do quotidiano.
Se numa primeira percepção, parece existir uma antinomia, ela apenas pode ser considerada se, os conceitos de espelho e de quotidiano forem definidos com o mesmo sentido na tese e na antítese. Mas, tendo estas afirmações um carácter metafórico, teremos que analisar significados possíveis e evidenciar que não existe contradição ou paradoxo entre a tese e a antítese descritas.
A relação entre o diário gráfico e o quotidiano é apenas uma das possíveis, no uso de cadernos como suporte para o desenho. Neste âmbito, a designação “diário-gráfico” assume, ontologicamente a definição mais comum de quotidiano: o dia-a-dia. O quotidiano é a sensação psico-física de um continuun permanente de acontecimentos que são, em certo grau, previsíveis a partir da vivência de cada sujeito. Tempo e espaço fundem-se dando uma noção de realidade prosaica de onde nasce o sentimento de rotina que nos direcciona para o anonimato, para o ordinário e para o trivial.
Assim, uma noção de normalidade agarra o sujeito e vai, por um lado, impedi-lo de assumir a sua individualidade e por outro e impedi-lo de atribuir ao quotidiano um valor acrescentado às práticas que o constituem. A existência dá-se pelo sentido de inexistência. A qualidade de não ter qualidades.
Neste sentido, trazer o quotidiano para dentro de um caderno pode significar uma atitude revolucionária por uma acção de ruptura. Como já dissemos noutra ocasião, o diário gráfico é voyeur, o que pressupõe um afastamento do flâneur. O desenhador não é, neste caso, apenas um observador, não é apenas alguém que passeia pela cidade a fim de experimenta-la essencialmente em anonimato, passando, parando e continuando. Não! Neste caso, observar é um meio para a construção – e o termo correcto é “construção” – de uma fantasia através do desejo do outro ou de outra coisa. Quem desenha contraria o continuun, construindo uma nova realidade, rompendo com o ordinário e elaborando o extraordinário.
O sentido mais usual dado à tese de que o diário gráfico é um espelho do quotidiano, pressupõe que os registos gráficos – e a palavra certa é “registos” – são uma imagem de um tempo e espaço perfeitamente identificável. Ver um desenho como espelho do quotidiano (ou de outra coisa qualquer) é ter a noção de que nele, estão contidos indícios de um ponto de vista da realidade perfeitamente reconstruível. O reflexo dado pelo desenho, não é mais mais do que uma imersão numa virtualidade mediada por um folio. O desenho do quotidiano, poderia ser assim como o uso prático de um espelho que permite ao observador reconhecer(-se) (n)um tempo e espaço determinado, permitindo deste modo consciencializar o “eu” e/ou o “outro”. A ideia de espelho torna-se assim a metáfora para uma reflexo da realidade virada para nós, criando o sentimento de presença nesse mesmo reflexo.
Mas este sentido funcional, pode ser apenas um primeiro nível de relação, pois esta viragem para dentro, origina também a criação de uma heterotopia de ilusão que liga a realidade com a não realidade. Se pensarmos no próprio conceito de espelho, ele não nos dá “a” verdade, mas pelo contrário, ele tenderá a inverter posições e até, deforma-las. E é por este modo que se cria um espaço de alteridade em que uma heterotopia de ilusão comanda a relação entre o sujeito e o desenho. É exactamente isso que encontramos nos diários gráficos: exageros, deformações, erros, que em nada pretendem ser comuns e banais como o quotidiano.
Teremos que concordar que a actividade de desenho nada tem de trivial. E mesmo que no limite pudéssemos encontrar um desenho que, por hipótese classificativa, fosse o mais objectivo, funcional e prático do mundo, não deixaria de conter em si opções plásticas, técnicas e compositivas, subjectivas.
Assim, o diário gráfico ser ou não, o reflexo do quotidiano, dependerá do sentido de registo ou construção associado ao desenho. A diferença entre o registo e a construção, situa-se na vontade de afastamento imitativo da realidade sensorial pela qual o desenho toma forma. O registo quer manter-se nela. A construção quer sair dela. Deste modo, o desenhador não tenciona que o seu registo seja uma imagem neutra do quotidiano. Pelo contrário, ele abre a possibilidade, através da imaginação, de criar um quotidiano único, encontrando no desenho em cadernos o que não é expectável na prosa e cinzentismo do dia-a-dia ao qual pertencemos. A riqueza criativa da abordagem é o que nos leva a percorrer folio por folio o trabalho de cada desenhador, resultando na criação de um sentimento de libertação pela imaginação de quotidianos surpreendentes.
Portanto, o diário gráfico, não trata de criar desenhos quotidianos, mas antes inverter o sentido quotidiano através do desenho. Por esta ordem de ideias, afirmar que o “diário-gráfico é um espelho do quotidiano”, é dizer que o desenho é uma construção, que tal como um espelho, cria uma outra realidade, fantasiada, imaginada, distorcida e até ilusória. Afirmar que “o diário gráfico não é um espelho do quotidiano”, é dizer que o desenho não é um registo que pretende substituir a realidade sensorial.
E então, não haverá qualquer conflito entre tese e antítese.
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2014::AUG::26
O uso do diário gráfico, a respeito da sua ontológica relação com o dia-a-dia, dir-se-á que é voyeurista. Esta ideia não pretende estabelecer uma relação com alguma patologia psicológica de carácter sexual, mas antes identificar-se com o princípio básico do desenho de representação: ver, pensar e fazer.
Os desenhos em cadernos são o registo de uma condição que nos pertence enquanto sujeitos interessados. O desenho à vista, obriga a um posicionamento do seu criador, que lhe confira o domínio de uma representação. Esse domínio, com vista a um resultado qualquer, não é desinteressado, na medida em que o desenhador procura que o seu registo seja concordante com o fim a que se propõe.
O “ver”, desencadeia um processo de construção de uma fantasia imaginada. Quem usa o caderno como um suporte de registo gráfico do quotidiano tem, necessariamente, que manter uma relação com o espaço e com o “outro” num sentido de distância, subversivamente respeitosa. Ou seja, queremos estar o mais próximo possível sem que por tal, estejamos a dar indícios de invasão de uma privacidade que não nos pertence, mas a qual desejamos e queremos fazer parte.
O prazer que se obtêm através desta prática de desenho, a partir da visão sobre os comportamentos, as formas, as relações espaço-temporais do “outro”, resulta dos motivos de desejo, sobre o “outro”. O desenho num caderno é a oportunidade de criar uma memória que transporta o “outro” para o universo particular do “eu”. O registo realizado, é sentido como uma conquista. O sentido de fim que não é inocente nem indiferente perante a existência do “outro”. É a recompensa pela espera e distância ocorrida.
O desenho em cadernos, apega-se a qualquer coisa e não se prende a nada. O desenhador do quotidiano, tal como o voyeur, não quer ser apanhado em flagrante, mas não se importa de ser visto. Ele rouba o que vê, não por aquilo que vale, mas apenas pelo prazer de o fazer. Trata-se de uma fixação no que é o “outro”, esforçando-se por traze-lo para a sua esfera privada. Um desenho de cada vez, de qualquer coisa, desde que seja outra coisa.
Nas suas fantasias, o sujeito pode tudo. O sentimento de omnipotência é criado pelo controlo do fim pretendido. Tal como o voyeurismo, o desenho do quotidiano é uma forma do sujeito viajar nas suas fantasias. Os desenhos são a obra das suas fantasias. Realiza-se o desejo através do “outro”, na necessidade de o tornar real.
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2013::NOV::24
O que pode distinguir o trabalho autoral/artístico/estético usando cadernos como suporte, de outro qualquer tipo de suporte?
Se os diários gráficos, livros de artista, cadernos de campo, cadernos de esboços, livros de viagem, são espaços de criação, outros suportes também o são. Se nos dão possibilidade para experimentação plástica, outros suportes também o dão. Se é possível usar várias linguagens poéticas, em outros suportes também. Se conseguem criar e somar interligações de tempo e espaço, outros suportes também. Para tudo isto e mais ainda, haja criatividade.
Para que se possa encontrar a devida diferença – pelo menos alguma – é necessário ir ao ADN do caderno/bloco/livro.
A característica particular e fundamental para a sua distinção em relação a outros espaços de criação plástica, está no seu formato “in folio” que lhe dá uma qualidade única na apresentação da obra. Esta qualidade como que cria um “pecado original” na obra que não é comum noutros suportes: o facto de as partes poderem ser abstraídas do todo.
Toda a obra aspira a ser vista como um todo coesivo, uma espécie de estrutura (armação) que dá sustentação entre os diferentes elementos que a compõem. Procuramos em todas as obras, um sentido de unidade como se houvesse um elo de ligação entre as qualidades sensíveis delas. No entanto, a unidade da obra não é um princípio da obra em si, mas antes o resultado das relações que construímos a partir das diferentes propriedades da obra. Neste aspecto diríamos então que as partes são uma expressão de segundo plano e concordaríamos com a teoria gestáltica.
Se quisermos olhar para um diário gráfico, como uma obra plástica legítima, cria-se então o dilema: percepcionar o livro como objecto agregador de uma obra no seu interior, de orientação lógica (sequencial ou hiperligada) ou, percepcionar cada “folio” como uma obra em si, isolado do anterior e do posterior?
Muito embora haja exemplos de que o livro é usado exactamente para a criação de uma narrativa orientada, a maior parte dos cadernos são elaborados parte por parte. O autor congrega a capacidade de abstracção em relação aos registos já criados e concentra o esforço imaginativo apenas “naquele” espaço. Para o autor, há um sentimento de divisão criado a partir da definição de “página”, que se isola facilmente no percurso da visão. Neste caso, diremos que a noção de obra num caderno de desenhos, será fenomenológica, na medida em que é o caderno enquanto caderno, definido nos seus limites práticos e funcionais, que guiam o sujeito na consciência da obra. Uma das evidências desta característica é o facto de encontramos autores que ao mostrarem os seus trabalhos, quererem e conseguirem isolar diferentes trabalhos dentro da dupla página.
Deste modo, os desenhos em cadernos não são apenas uma obra com muitas páginas. São várias obras em camadas, cada uma com a sua autonomia dentro de uma totalidade, puramente estrutural.
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2013::MAR::06
Vamos partir destas duas premissas:
Desenho acabado é desenho aplicado.
Desenho inacabado é desenho experimentado.

Existe nos desenhos em cadernos uma espécie de ADN próprio que leva a que, o que lá resulta, não seja directamente comparável com outros desenhos noutros suportes. Será talvez, uma espécie em particular.
Uma destas características nasce, concretamente, em quem usa cadernos para desenhar e que, de uma forma geral e comum, assume o caderno como um local descomprometido para com resultados finais. Ou seja, apropriando-me do próprio termo inglês “sketchbook” (traduzindo à letra: caderno de esboços) será difícil libertar o desenho que lá resulta desta característica de esboço. O próprio étimo grego “schedios” significa “aquilo que é temporário”. Assim, entendemos que por temporário seja um certo fenómeno que existe para um limite (temporal, espacial, material, ideológico…) mínimo aceitável, e que dele resultará um outro fenómeno muito mais abrangente dessas condições.
Se de uma forma ontológica, o caderno é um suporte para coisas “a prazo” então, o que estará presente com mais naturalidade será esse carácter de desenho inacabado.
O desenho inacabado é um desenho experimentado pelo princípio de que, se não nos interessa ver no desenho do caderno uma finalidade (aplicação) mas sim apenas a experiência pontual, então queremos que ela resulte como um espaço aberto, direccionado é certo, mas indefinido na sua aplicação. Queremos ter e fazer aquela experiência, mas desde que ela nos dê o mínimo desejável, avançamos para a seguinte e assim sucessivamente em todas as páginas do caderno.
Portanto, a falta de paciência (ocasional ou recorrente) é um sintoma de que o desenho em cadernos apenas admite a experiência mínima necessária para a obtenção daquela experiência em concreto. Tudo o que vá para além dessa experiência mínima resultará num esforço (gradual, ou exponencial… não sei bem) de acabamento (territorializar, cercar, fechar, contornar…) que dará ao desenho um sentido aplicativo.
O desenho “acabado” é uma tese (fim de percurso, inicio de outro, meta atingida, um livro). O desenho “inacabado” coloca as hipóteses (abre caminhos, eleva-nos para outros horizontes, um caderno)
Desde que os meus desenhos permaneçam inacabados, estarei bem!
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2012::DEC::22
Que prazer poder perder tempo. Uma cadeira, uma mesa, um café expresso, uma caneta e um caderno. Aqui o tempo abunda ou então, não existe. Um espaço com tempo por todo o lado ou simplesmente sem ele. Quem pode dar-se ao devaneio de perder tempo ou de não o ter em consideração? Quem pode usar o tempo para fazer dele um espaço de liberdade ou ter a liberdade sem precisar de tempo?
A vida prosaica está cheia de poemas. Vive-se de olhos fechados mas alguns sonham, com eles abertos.
Que espaço confuso é este onde de repente, tudo se torna claro? O cheiro do café no paladar e o sabor no olfacto. As horas a correrem lá fora e o tempo que não existe cá dentro. Desenhos que não servem para nada. Cadernos que se atiram para o fundo das estantes. Materiais e imagens de pobreza espectacular. Tantas contradições e tanto sentido no diário gráfico.
Enquanto desenhar, a insanidade não me atingirá.
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2 comments on “::not papers (pt)::

  1. ...
    2014/09/03

    decidi começar pelo primeiro texto mas a verdade é que a riqueza deste não me deixa continuar já para o outros. Há algo de tão puro que gira a nossa volta enquanto desenhamos que o tempo parece mesmo não existir, nem problemas nem incómodos, é tudo nosso, mesmo sabendo que isso tudo é apenas um espaço de tempo que é imortalizado numa folha de papel barata.
    A última frase… acho que maior parte dos grandes pintores (etc…) pensaram desta maneira, o problema é que quando desenho fico comigo mesmo e é esse eu que me enlouquece. Deverei eu parar de pintar? ou pintar mais para conhecer melhor esse meu eu?

    (quando tiver mais tempo leio os outros com alguma atenção)

    • sketchbooktherapy
      2014/09/03

      um grande dilema essa tua pergunta 🙂 acho que ainda podemos complicar mais a coisa perguntando: será que pintando mais ou deixando de pintar, conhecerei melhor o eu, descobrindo aquilo que não gostaria de descobrir? 🙂

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